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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ZAZIE NO METRÔ

Cultuado pela crítica e pelo público, Zazie no metrô é um romance muito engraçado que, beirando o pesadelo, traduz a loucura do mundo, Zazie, através de tipos muito parisienses. Vinda do interior, Zazie chega à capital para passar alguns dias, sob os cuidados do tio Gabriel, com duas obsessões na cabeça: andar de metrô e usar uma calça jeans pela primeira vez. Mas uma greve dos transportes coletivos impede a menina de fazer seu passeio subterrâneo e, para ganhar a sonhada calça jeans, ela se vê às voltas com um sujeito que não sabemos se é um tarado ou um policial. A menina passeia pela Paris dos anos 1950, uma cidade diferente da capital da alta cultura que conhecemos, na companhia de amigos de seu tio: um taxista, um sapateiro, um dono de bar, uma garçonete e um papagaio, que passam o dia enchendo a cara e jogando conversa fora.



sábado, 20 de agosto de 2011

Diário de um adolescente

Baseado em fatos reais o filme  narra a trajetória do jovem Jim, um ótimo jogador de basquete e poeta extremamente talentoso, mas que tem sua vida destruída e seu futuro ameaçados quando junto com seu grupo de amigos se envolve no mundo das drogas. Narrado de forma muito realista o filme tem uma abordagem jovem, sem lições de moral, o que o torna muito atrativo.
Os acontecimentos são ambientados nos anos 1970 em Nova York, mas pode ser considerado atual, pois indiferente da época todos passamos pela adolescência que pode ser considerada a ponte para a vida adulta, e essa travessia não é nada fácil, pois adolescente não é criança, mas também não é adulto, é o momento de construção da identidade, de escolhas que podem definir o rumo da vida, e é exatamente nesta fase que muitos se envolvem com drogas.



Quando Jim diz que muitas pessoas ingressam no mundo das drogas acreditando que tem tudo sob controle, mas depois percebem que o vício torna-se um trabalho das 09 hs. às 17 hs, deixando bem claro a gravidade da situação. Lamentavelmente alguns vivem nesta condição em tempo integral, sem dias de folga e nem horário de descanso e vale ressaltar que o álcool também é uma droga.



Em busca do significado da amizade

Mary & Max (Mary and Max, 2009), animação longa-metragem de stop-motion escrita e dirigida por Adam Elliot, é uma exploração de improbabilidades. O filme tem em sua premissa uma chance ínfima e acaba ele mesmo um em um milhão: uma produção com personagens de massinha que resulta absolutamente tocante.
Depressivo no tom e no visual (seria mais sensato chamá-lo de desenho "desanimado", já que muito pouco efetivamente acontece na tela), o filme acompanha dois personagens solitários, cujas vidas se cruzam pelo maior dos acasos: uma página aleatória aberta em uma lista telefônica. Motivada por uma dúvida infantil, a australiana Mary Daisy Dinkle, 8 anos, decide escrever ao nova-iorquino Max Jerry Horowitz, 44 anos. Junto à carta, alguns desenhos, uma barra de chocolate e a dúvida: "de onde vêm os bebês nos Estados Unidos". A correspondência inocente muda a vida de ambos para sempre, iniciando uma história que transcorre por mais de uma década.
A direção de arte é inspiradora. Elliot, dono de um Oscar de curta animado (Harvie Krumpet, 2003), opta por protagonistas caricatos e quase malfeitos de tão simples. Os cenários são muito mais ricos - a Austrália e seus tons terrosos contrastando com a cinzenta Nova York. É tudo proposital. Enquanto uma Pixar capricha em seus personagens principais por dentro e por fora, o animador se arrisca em recheá-los de dor e dúvida, sem uma superfície fofinha e cativante.
Com o palco montado, inicia-se uma longa e verborrágica discussão filosófica sobre religião, vida em sociedade, sexo, amor, confiança e, principalmente, a importância e o significado da amizade. As cartas também refletem a caótica estrutura racional de remetente e destinatário, sempre com um monotonia instigante. Ideias brilhantes ("se ao menos houvesse uma equação matemática para o amor") surgem e são abandonadas em função de outra melhor, mais inocente ou simplesmente irrelevante.
Apesar de tratar de um tema quase extinto, os "pen pals", amigos de correspondência, algo bastante comum poucas décadas atrás, Mary & Max encontra reflexo curioso na modernidade de redes sociais e programas de mensagens instantâneas. Memórias de amigos virtuais não se apagam mais queimando-se as cartas... mas nos blocks e deletes de perfil.
Toni Collette (Pequena Miss Sunshine) dubla Mary e Philip Seymour Hoffman (Capote) empresta uma irreconhecível voz a Max. O personagem, aliás, é do tipo que o ator oscarizado aprecia. Mas falar mais sobre ele arruinaria algumas surpresas. Fique com a certeza que os personagens podem ser de massinha, mas o suor e as lágrimas que eles vertem são assustadoramente reais e perturbadores.

sábado, 13 de agosto de 2011

Filmes: Transtornos Alimentares

Maus Hábitos
(Malos Hábitos - 2008)
Matilde é uma jovem freira convencida de que a fé move montanhas. Ela secretamente inicia um jejum místico para impedir uma inundação que ela acredita estar por vir. Elena é uma mulher linda e magra que tem vergonha do peso de sua filha, Linda, e pretende fazer de tudo para que ela esteja linda no dia de sua Primeira Comunhão. Enquanto isso, Linda está disposta a se defender até a morte para escapar do orgulho da mãe. Ao mesmo tempo, Gustavo, o pai de Linda, redescobre o amor nos braços de uma estudante cujo apelido é Gordinha e que está igualmente apaixonada por comida. MAUS HÁBITOS é a história de três mulheres cujos hábitos alimentares determinam e dominam suas vidas de formas muito extremas.

Algum dia Melissa
(Sunday Melissa - 2008)

Judy Avrin é uma americana de classe média, mãe de dois filhos: Andrew e Melissa. A menina, parecida com mãe, lutou cinco anos contra a bulimia. Aos 19 perdeu a batalha. O coração dela parou devido a complicações do transtorno alimentar. Na arrumação do quarto da filha, Judy encontrou a seguinte anotação em um caderno:
- Vou tomar café da manhã
- Vou me manter em um emprego por mais de 3 semanas
- Vou ter um namorado por mais de 10 dias
- Vou amar alguém
- Vou viajar para onde eu quiser
- Vou fazer com que a minha família tenha orgulho de mim
- Vou fazer um filme que transforme vidas

Decidiu então, fazer algo produtivo com a sua dor e realizar o desejo da filha. Está produzindo o documentário "Someday Melissa" ("Algum dia Melissa", em portugês), sobre transtornos alimentares. No seu trabalho de pesquisa, descobriu que a seriedade da doença é subestimada e que as mortes são pouco contabilizadas. Segundo o jornal americano The New York Times, transtorno alimentar é a doença mental que mais mata.

Segundo Judy, o filme deve ajudar as famílias que sofrem com os transtornos a não se sentir sozinhas. "Talvez ajude a salvar a vida de alguém. E essa vida pode ser a minha", disse em entrevista ao NYT.


Por Amor a Nancy
(For the Love of Nancy - 1994)

Filme dirigido por Paul Schneider. Neste drama, o casal Sally e Thomas Walsh (Jill Clayburgh e William Devane) descobre que sua filha, a jovem Nancy (Tracey Gold), tem anorexia. Sally e Thomas internam a filha numa clínica especializada. Mas Nancy, maior de idade, recusa o tratamento e perde a vontade de viver.

Preço da Perfeição: a história de Ellen Hart Pena
(Dying to Be Perfect: The Ellen Hart Pena Story - 1996)

O filme, dirigido por Jan Egleson, narra a vida da ex-corredora norte-americana que quase morreu ao atingir um estado crítico de bulimia (com Crystal Bernard).


O Segredo de Kate
(Kate´s Secret - 1986)

Casada com um bem-sucedido advogado, Kate é uma bela dona de casa que aparentemente tem uma vida perfeita. Mas ela esconde sua compulsão pela prática de exercícios físicos e um longo histórico de distúrbios alimentares (com Meredith Baxter , Ben Masters , Georgann Johnson).


A História de Karen Carpenter
(The Karen Carpenter Story - 1989)
A trágica história da cantora Karen Carpenter (Cynthia Gibbs), de sua meteórica ascensão com o grupo The Carpenters, que formou ao lado de seu irmão Richard (Mitchell Anderson), às graves crises provocadas por distúrbios alimentares, que acabariam lhe custando a vida.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Em um Mundo Melhor

É assim que as guerras começam", diz o pai depois de buscar na escola o filho que caiu na provocação do bully. Isso que parece uma caricatura de sermão - as reações sempre exageradas dos adultos - no cinema da diretora dinamarquesa Susanne Bier é perfeitamente normal. Para ela, as guerras de fato começam assim.


E a guerra virou uma obsessão. Recentemente, Bier tocou no assunto de forma mais direta em Brothers, e hoje, assaltada por uma grandiloquência (ou uma culpa burguesa), ela parece não conseguir mais fazer pequenos melodramas sem antes contextualizá-los geopoliticamente. Mais do que nunca, há algo de podre no reino da Dinamarca. A consciência tem pesado.

Em um Mundo Melhor parte, assim como Depois do Casamento, de uma cena terceiro-mundista para só depois ambientar a trama na Europa. Estamos em uma nação africana em guerra civil, onde o médico sem fronteiras sueco Anton (Mikael Persbrandt) tenta salvar meninas esfaqueadas e violentadas pela facção criminosa dominante. Anton, como bom médico, não julga as pessoas que atende - não lhe cabe fazer justiça.

BULLYING nas telas do cinema

Assistir filmes é uma prática social que promove um exercício tão importante quanto a leitura, por esta razão deve ser encarado como parceiro da educação.

A prática do bullying, ou abuso e assédio físico e moral de estudantes por outros estudantes, já chegou a ser tolerada, como rito de passagem até pelos próprios educadores no passado. Hoje, felizmente, é compreendida como negativa e considerada inaceitável numa sociedade civilizada.

Quem nunca sentiu-se fragilizado ou ameaçado fisicamente no ambiente escolar?

Sempre existe aquele grupo mais forte física ou socialmente, que se acha no direito de impor uma suposta superioridade.

Esta lista traz filmes com diferentes abordagens sobre o tema BULLYING. Das mais trágicas, às ternas e engraçadas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

AMOR À FRANCESA

De 1 a 30 de abril de 2011, o Serviço audiovisual do Consulado da França e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresentam em abril a mostra “AMOR À FRANCESA”, uma temática clássica e sempre atual na história do cinema.

A retrospectiva traz 22 filmes.
São romances felizes, trágicos, dramáticos, convencionais, anti-convencionais, abrangendo as várias facetas do amor! Para os cinéfilos e os namorados!



SERVIÇO
Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo Rio de Janeiro
 T.: +55 21 2240-4944
http://www.mamrio.org.br/

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cinemaison: lançamento do livro francês dedicado à história do cinema brasileiro

Dia 28 de março, o Cinemaison celebrará o lançamento do primeiro livro francês dedicado à história do cinema brasileiro, escrito por Laurent Desbois : L'Odyssée du Cinéma brésilien, de l'Atlantide à la Cité de Dieu e La Renaissance du Cinéma brésilien.
Nessa ocasião, às 17h30, uma sessão de autógrafos do livro com Laurent Desbois acontecerá na Maison de France.

Fita Branca - Uma História de Crianças Alemães

Fita branca foi o filme vencedor da Palma de Ouro e o prêmio da crítica  no Festival de Cannes 2009. Trata dos antecedentes históricos e culturais da formação da mentalidade e da prática que representou a maior tragédia do século XX.

A história é narrada pelo professor de uma cidadezinha. O enredo conta estranhos eventos, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, que perturbam a calma de uma pequena cidade na Alemanha.

Uma corda é colocada como armadilha para derrubar o cavalo do médico, um celeiro é incendiado, duas crianças são sequestradas e torturadas. Gradualmente, estes incidentes isolados tomam a forma de um sinistro ritual de punição, deixando a cidade em pânico.
O professor do coro de crianças e jovens da escola local investiga os acontecimentos para encontrar o responsável, e aos poucos desvela a perturbadora verdade.


A forma como se dá a produção do modo totalitário de existir, pautado essencialmente no desrespeito à vida do outro humano, destrutividade que implica em desconhecer absolutamente a hospitalidade e a diferença.

As crianças e mulheres do local são sempre severamente punidas pela menor infração. A tal fita branca é usada para mostrar que os menores cometeram erros e que agora estão dispostos a serem bons.

Três cenas do filme A Fita Branca que mostram um pouco o tipo de relação estabelecida entre  homens e mulheres no filme.
a esposa do pastor
amante do médico viúvo
a baronesa

quinta-feira, 10 de março de 2011

Le Flâneur (music by The XX)



Pena, mas o vídeo não está mais disponível

Un beau travail vidéo en time-lapse présentant la ville et les monuments de Paris. Intitulé "Le Flâneur" en technique stop-motion.


Réalisation : Luke Shepard


Uma belíssima viagem pelos monumentos de Paris. Foi utilizada a técnica de stop-motion

quinta-feira, 3 de março de 2011

Trabalho Interno - Oscar 2011 - Melhor documentário

Da Coluna do  Ancelmo Gois sobre Vik Muniz, no Twitter, com relação a derrota no Oscar do documentário “Lixo extraordinário” para “Trabalho interno”, sobre a crise global de 2008:

“Fizemos um filme sobre como transformar lixo em dinheiro e deram o Oscar para um sobre como transformar dinheiro em lixo.”

O filme "Lixo extraordinário", coprodução do Brasil e Reino Unido, perdeu o Oscar de melhor documentário para "Trabalho interno" (Inside Job, em inglês), de Charles Ferguson.

Os outros concorrentes foram "Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox, Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger.

O anúncio do vencedor da estatueta foi feito por Oprah Winfrey.


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O LADO DARK DO BALÉ no Cinema

Após assistir o filme Cisne Negro, vale pensar sobre os outro filme com o mesmo pano de fundo, O Lago dos Cisne.
Desde os anos 40, com Os Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell (onde um mestre de dança tiraniza sua aluna) até A Dança Inacabada, com Margaret O´Brien (onde uma criança ainda estudando provoca acidente para tirar a estrela dançarina e dar a chance para sua favorita) nunca se escondeu o lado dark de uma profissão extremamente difícil, de curta duração, enorme concorrência e dificuldade.


CISNE NEGRO

"Cisne Negro é metáfora para processo destrutivo da arte", diz diretor Aronofsky. "O filme é uma metáfora para o processo destrutivo da arte", explica o roteirista Mark Heyman. É um thriller psicológico, com cenas de terror mais ao final, o que fez com que alguns reclamassem do retrato negativo feito do balé. Aronofsky responde que seu filme é, de fato, mais apurado que outros do gênero. "Muitos bailarinos ficaram aliviados por se tratar, finalmente, de um filme sobre a arte do balé, e não do balé apenas como cenário para um romance", disse o diretor.

OS SAPATINHOS VERMELHOS

Os Sapatinhos Vermelhos, de 1948, baseado em conto de Hans Christian Andersen, o filme favorito de Martin Scorsese disse que o filme visa à arte total - balé, música, pintura, literatura. Ao montar o espetáculo “Os Sapatinhos Vermelhos”, famosa companhia de dança tem de escolher a protagonista. A bailarina que ganha a vaga se envolve com o empresário e o compositor. Sapatinhos Vermelhos é o nome de uma fábula criada no século 19 pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, sobre uma jovem que, após calçar sapatilhas vermelhas mágicas, é obrigada a dançar incessantemente até morrer de exaustão. O argumento é abordado no filme dentro dos palcos e sugerido na vida real, num sarcasmo de conseqüências trágicas. Costuma-se alegar que nunca existiu outro retrato tão fiel ao mundo do balé como o filme de Powell e Pressburger. Há de tudo um pouco: da competição à amizade, a busca infatigável pela perfeição, os dançarinos de trejeitos afeminados, os longos ensaios, a excitação da trupe diante do público numa noite de estréia, etc. Imagens que parecem extraídas de um catálogo sobre Degas. Mas, na verdade, o tema é ainda mais denso, em especial no âmbito das relações humanas. E é, sobretudo, uma história de amor.

A DANÇA INACABADA

A Dança Inacabada, 1947, filme de comédia musical, dirigido por Henry Koster. Ganhou dois prêmios no 1948 Festival Internacional de Cinema de Locarno . Margaret O'Brien é a dançarina que idolatra a bailarina e rival Charisse. Baseado na história ''La Mort du Cygne'', de Paul Morand, refilmagem do filme francês intitulo ''Ballerina''.


CISNE NEGRO

A mãe horrorosa, a rival malvada, o mestre cruel.



Cisne Negro é um suspense psicológico sobre uma bailarina que enlouquece com a busca da perfeição. Um drama dark, que não fica muito distante do clima de horror. A dança é pano de fundo para o despertar da loucura de uma mulher acuada pela insegurança.  Na trama Natalie Portman interpreta Nina, dedicada integrante de uma companhia de balé de Nova York. Sua rotina se resume aos ensaios e à convivência sufocante com a mãe, Erica (Barbara Hershey, assustadora), uma ex-bailarina. Obsessiva, Nina sofre com a pressão do diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) e com a extenuante rotina dos ensaios. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Filmes de Babás

As babás sempre existiram como a 'terceirização' da maternidade, para se livrarem da desagradável tarefa de criar os próprios filhos.

Hoje, a classe média teve que recorrer as profissionais, para que as mulheres pudessem sair de casa e ganhar sua parte do sustento do lar.

O cinema tem inúmeros exemplos de babás, boas ou más, que nos cativaram. Esta é uma lista com algumas delas.
Os Inocentes


Corina, Corina



Nanny McPhee


May Poppins

Paris Eu te Amo

Rebecca

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Imagens do Lixo

O cineasta Eduardo Coutinho fez o documentário “Boca de

Lixo” (1992) em um aterro sanitário do Rio de Janeiro. Da

montanha de dejetos, em que se misturavam lixo orgânico,

hospitalar e materiais recicláveis, pessoas tiravam o seu

sustento e a sua alimentação, disputando espaço com

urubus e outros animais que viviam por ali.

Em 2004, José Padilha e Marcos Prado exploraram a

mesma temática em “Estamira”.

Estamira é uma mulher de 63 anos que sofre de

distúrbios mentais. Ela vive e trabalha há 20 anos no

Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local que

recebe diariamente mais de 8 mil toneladas de lixo da

cidade do Rio de Janeiro. Com um discurso filosófico e

poético, Estamira analisa questões de interesse global.


Já em 2011, o filme que chega aos cinemas para mais uma

sessão de denúncia do gênero é “Lixo Extraordinário”,

documentário da britânica Lucy Walker em parceria com os

brasileiros Karen Harley e João Jardim, sobre o envolvimento

do artista plástico Vik Muniz com os catadores do Jardim

Gramacho, maior aterro sanitário do mundo, que recebe cerca

de 70% de todo o lixo produzido no Rio de Janeiro.




É um filme absolutamente essencial para discutir questões já antigas na representação problemática das classes no Brasil, pelo cinema. Há ainda o bônus de Lixo Extraordinário ser um híbrido de olhar brasileiro com o olhar estrangeiro, ganhando esse último numa quebra de braços entre a displicência e a simples cegueira.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Documentário Lixo Extraordinário


O documentário Lixo Extraordinário  faz uma análise sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz e retrata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na periferia de Duque de Caxias. O filme conta a história de catadores de materiais recicláveis como Suelen, Magna, Tião. Prersonagens reais que nos fazem refletir. É um extraordinário filme, emocionante, contundente...Pena que só se pode assistir em uma sala de cinema aqui no Rio de Janeiro!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Procura por babá exige cautela

Diario de uma babá

Sinopse


Annie Braddock (Scarlett Johansson) é uma jovem recém-saída da faculdade, que vive em um bairro da classe operária de Nova Jersey. Ela sofre uma grande pressão de sua mãe para que encontre logo um lugar respeitável no mundo dos negócios mas, decidida a fugir do mundo real, aceita o emprego de babá de uma família rica de Manhattan, a qual chama apenas de "os X". Logo ela descobre que a vida não seria o mar de rosas que imaginava, pois precisa atender aos caprichos da sra. X (Laura Linney) e seu precioso filho Grayer (Nicholas Art), além de evitar o sr. X (Paul Giamatti). Mas a situação se complica de vez mesmo quando ela se apaixona pelo Gatão de Harvard (Chris Evans), o que a força a reexaminar sua vida.


Esse filme é um bom exemplo de como uma babá mexe com a dinâmica da família.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Festival de Cinema Francês online:

A UniFrance Film International apresenta do 14 a 29 de janeiro o primeiro Festival de Cinema Francês online: MyFrenchFilmsFestival.com. Para este festival, foi criada a primeira plataforma de Internet em escala mundial a acolher filmes franceses, legendados em português graças ao apoio da Embaixada da França no Brasil. O acesso à plataforma do festival será gratuito em toda a Amèrica Latina. Mais informações clique aqui

O MÁGICO - Título original (L'Illusionniste)

Sinopse


Um senhor trabalha como mágico, mas vê o público diminuir cada vez mais devido à preferência por atrações mais jovens e populares. Como consequência, ele tem menos oportunidades de trabalho e precisa viajar para se manter. Numa destas viagens, rumo à Escócia, ele conhece uma garota, a quem presenteia com um par de sapatos. Ao ir embora ela decide ir com ele. Ao mesmo tempo em que deseja ajudá-la, ele precisa encontrar meios para sustentar ambos.

“L’Illusionniste” é, antes de mais nada, uma obra que pretende homenagear o falecido realizador/ator francês Jacques Tati.  L’illusionniste (traduzido para o português como “O Mágico”) é o casamento de dois grandes nomes do cinema francês, ambos contam boas histórias sem usar muitos diálogos, mas contadas em sentimento, música e som. O cineasta Jaques Tati (“Meu Tio”, de 1958) fez alguns filmes em que ele mesmo atuava praticamente sem falas, mas deixou para trás um roteiro nunca filmado. Para a nossa sorte, o animador Sylvain Chomet o adaptou e criou uma obra espetacular.

Viagens de Gulliver




Contextualização Histórica

Na época em que a obra foi escrita, Viagem de Gulliver, o Reino Unido da Grã-Bretanha era formado pela Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda.

Os Irlandeses não eram tratados como os demais integrantes, pois sua população era de origem celta e sua religião era católica. Embora tivessem o direito de votar, por serem católicos não podiam ter cargos públicos. A população vivia na mais sórdida miséria. Em 1666 foi vedada a exportação de gado para o reino e começou a criação de carneiro, sendo que o comércio entre as duas ilhas caiu consideravelmente. Como se não bastasse, em 1699, uma outra lei decretada pela Inglaterra proibia a exportação para outros mercados do mundo, tudo sob uma política escravizadora, fazendo com que milhares de fabricantes abandonassem o país, enquanto a Coroa Inglesa devorava a Irlanda.

Em 1694, o novo regime, do qual John Locke foi teórico “Ensaio sobre o Governo Civil -1690″, foi confirmado pelo Ato do Estabelecimento, que assegurava a sucessão de Guilherme III, à sua cunhada Rainha Ana. As idéias dos filósofos iluministas começam a ser difundidas na Inglaterra e eram: Separação dos Três poderes, a liberdade de comércio e o direito de propriedade; acreditavam na razão humana como a forma autêntica para a compreensão da sociedade, sendo ela a fonte de todo o conhecimento.

Havia dois grupos políticos:

1- Tories é o nome do grupo que deu origem ao Partido Conservador.

2- Whigs formavam o grupo que originou o Partido Liberal.

Os Tories defendiam as prerrogativas do Rei e os privilégios da Igreja Anglicana e o suporte dos Whigs vinha dos setores da aristocracia e comerciantes de Londres, estes advogando uma política de maior tolerância com católicos e não-conformistas (presbiterianos).
Ideologia

Em “Viagens de Gulliver”, Swift procura mostrar, através da sátira, a vida política e social da Inglaterra no século XVII. Embora a intenção alegórica mais direta e pessoal esteja relacionada com a política britânica, sua sátira visa especialmente à humanidade.

Torna-se evidente a valorização dos padrões civilizados da época: mentalidade burguesa que se consolidaria logo mais no século XIX com o Romantismo.

O Humanismo Iluminista está evidente, desde o início, na ênfase dada por Swift à cultura, ao saber. No entanto, o elemento mais valioso que se encontra em “Viagens de Gulliver” é a visão da humanidade de vários pontos de vista:

• O primeiro é de um rei com superioridade física que vê a humanidade ridiculamente pequena. Swift encontra aqui a possibilidade de exercer a implacável tirania de seu espírito sobre os homens, mostrando sua própria superioridade;