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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

1001 noites - O PESCADOR É O GÊNIO

Havia um pescador muito velho e muito pobre que mal conseguia ganhar dinheiro para não deixar morrer de fome sua mulher e seus três filhos. Todos os dias, de madrugada, ele saía para pescar. Lançava sua rede ao mar quatro vezes.

Um dia, numa noite de lua, foi até a praia. Tirou a roupa, entrou na água e lançou a rede. Quando a puxou, sentiu resistência. Pensou: “Desta vez, fiz uma boa pescaria!” – e ficou muito contente. Porém, quando foi ver o que estava nas malhas da rede, notou que não passava de uma carcaça de burro, e passou da alegria à mais completa tristeza.
O pescador, então, costurou a rede, que tinha-se rasgado com a carcaça, e a lançou de novo às águas. Ao puxá-la, sentiu grande resistência e concluiu:

— Ah, desta vez minha rede está cheia de peixes!

terça-feira, 5 de abril de 2011

O TOURO FERDINANDO


Era uma vez em touro chamdo Ferdinando que vivia na Espanha. Todos os touros como quem Ferdinando convivia costumava saltar e bater a cabeça uns nos outros, mas Ferdinando, não. Ele tinha se u lugar preferido, embaixo de uma bela árvore. O sonho dos outros touros era lutar em Madrí, mas Fernando, não.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Gostar de repetir a brincadeira mil vezes?

É normal!
A repetição de brincadeiras e histórias é essencial para o desenvolvimento infantil.

Aos 2 anos: uma bricadeira preferida entre os pequenos é ouvir o disquinho: e eles viram a cabecinha pra trás com o "serra, serra, serrador" ouvindo as histórias da coleção Disquinho. 
O Casamento do Sapo, pode ouvir quatro, cinco, muitas vezes. Está é uma fase dos mais típicos comportamentos infantis, que é o da repetição.

Por enquanto, a criança se contenta em fazer a mesma atividade três ou quatro vezes, mas o cuidador, deve saber o que o espera nos próximos meses – assistir ao mesmo filme ou contar a mesma história dezenas de vezes, até seguidas. E é bom mesmo que o cuidador tenha paciência, pois esse processo, que às vezes parece sem sentido para os adultos, é fundamental para o desenvolvimento emocional e intelectual da criança. A repetição é um mecanismo de aprendizado e de garantia de ligação afetiva com o mundo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O LADO DARK DO BALÉ no Cinema

Após assistir o filme Cisne Negro, vale pensar sobre os outro filme com o mesmo pano de fundo, O Lago dos Cisne.
Desde os anos 40, com Os Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell (onde um mestre de dança tiraniza sua aluna) até A Dança Inacabada, com Margaret O´Brien (onde uma criança ainda estudando provoca acidente para tirar a estrela dançarina e dar a chance para sua favorita) nunca se escondeu o lado dark de uma profissão extremamente difícil, de curta duração, enorme concorrência e dificuldade.


CISNE NEGRO

"Cisne Negro é metáfora para processo destrutivo da arte", diz diretor Aronofsky. "O filme é uma metáfora para o processo destrutivo da arte", explica o roteirista Mark Heyman. É um thriller psicológico, com cenas de terror mais ao final, o que fez com que alguns reclamassem do retrato negativo feito do balé. Aronofsky responde que seu filme é, de fato, mais apurado que outros do gênero. "Muitos bailarinos ficaram aliviados por se tratar, finalmente, de um filme sobre a arte do balé, e não do balé apenas como cenário para um romance", disse o diretor.

OS SAPATINHOS VERMELHOS

Os Sapatinhos Vermelhos, de 1948, baseado em conto de Hans Christian Andersen, o filme favorito de Martin Scorsese disse que o filme visa à arte total - balé, música, pintura, literatura. Ao montar o espetáculo “Os Sapatinhos Vermelhos”, famosa companhia de dança tem de escolher a protagonista. A bailarina que ganha a vaga se envolve com o empresário e o compositor. Sapatinhos Vermelhos é o nome de uma fábula criada no século 19 pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, sobre uma jovem que, após calçar sapatilhas vermelhas mágicas, é obrigada a dançar incessantemente até morrer de exaustão. O argumento é abordado no filme dentro dos palcos e sugerido na vida real, num sarcasmo de conseqüências trágicas. Costuma-se alegar que nunca existiu outro retrato tão fiel ao mundo do balé como o filme de Powell e Pressburger. Há de tudo um pouco: da competição à amizade, a busca infatigável pela perfeição, os dançarinos de trejeitos afeminados, os longos ensaios, a excitação da trupe diante do público numa noite de estréia, etc. Imagens que parecem extraídas de um catálogo sobre Degas. Mas, na verdade, o tema é ainda mais denso, em especial no âmbito das relações humanas. E é, sobretudo, uma história de amor.

A DANÇA INACABADA

A Dança Inacabada, 1947, filme de comédia musical, dirigido por Henry Koster. Ganhou dois prêmios no 1948 Festival Internacional de Cinema de Locarno . Margaret O'Brien é a dançarina que idolatra a bailarina e rival Charisse. Baseado na história ''La Mort du Cygne'', de Paul Morand, refilmagem do filme francês intitulo ''Ballerina''.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS

Há contos de fadas modernos? Ou melhor, há histórias modernas e contemporâneas aptas a instigar a imaginação de crianças e de ser-lhes tão úteis como os contos de fadas foram e continuam sendo?
Embora as crianças utilizem contos tradicionais na elaboração de questões íntimas, hoje cada vez mais as novas histórias têm capturado nossas crianças. As novas hitórias não são as mesmas que seus antecessores. Ainda mais porque a modernidade nos brinda com conflitos diferentes daqueles que envolviam nossos antepassados.
Para homenagiar o Dia dos Pais o site da UOL separou diversas imagens de histórias modernas que envolvem pais e filhos. Para dar alguns exemplos: Gepeto e Pinochio, Calvin e seu Pai,Imenso e Soluço. Vale conferir: http://criancas.uol.com.br/album/Pais_personagens_album.jhtm?abrefoto=11#fotoNav=40
Iniciei citando Pinochio, porque, embora essa história possa ser associada a personagens da tradição, que são filhos que tão preocupação aos seus pais (no caso, Gepeto foi quem criou o boneco de madeira chamado Pinóquio, que ganhou vida, mais tarde, graças a uma fada), como imaginar um personagem que foge da escola? A escola para todos nós e inclusive as nossas dificuldades para com ela, é uma tema não tradicional no campo da ficção. O respeito aos pais, a conquista de um lugar ao sol através do trabalho e não da esperteza, tal como o cuidado com as tentações oriundas de más companhias, são temas persistente na história.
O que dizer de Calvin, que é tão sarcáticos a respeito da infância e da família, que é preciso ter atingido a puberdade para compreender seu ponto de vista? Os pais de Calvin, nunca tiveram nomes, porque na medida em que a tira se desenvolve eles são importantes apenas como mãe e pai de Calvin. ... Calvin é criança para o deleite dos adultos, que colocam nele o melhor de sua curiosidade e perspicácia. Calvin reside no reino do humor e trabalha como revelador de dificuldades do mundo moderno, neurótico e caótico que construímos.
Soluço é o filho do chefe da tribo Stoico, o Imenso , mas não leva o menor jeito para ser um grande viking. Pequeno e desajeitado, o garoto não tem o porte físico para enfrentar dragões, como seu pai. Soluço decide treinar seu esquelético, desdentado e desajeitado dragão para se tornar um herói. Os vikings-mirins eram educados para substituir os pais na batalha contra os grandes dragões. É ai que começa sua luta para mostrar a todos que uma convivência pacifica é possível, fazendo uma analogia clara aos estereótipos, preconceito e quebra de paradigmas.“Como Treinar Seu Dragão” é uma história que aborda temas como relacionamentos entre pais e filhos, mudanças de pensamentos e atitudes, além de mostrar como é sempre bom ter a mente aberta para novas experiências.
Partindo de pressupostos clássicos, as histórias modernas se baseiam na beleza dos detalhes e no valor de suas mensagens. Pais e filhos são confrontados com o mundo educador. Nessa fase inaugural, quando pai e filho estão encenando seus papéis um para o outro, não fica claro o que o filho ganha e sim o que ele perde. A função paterna não é um privilégio do pai, ela está em cada circunstâncias cerceadora, em cada castigo que a vida impõe, em cada ensinamento pelo qual se aprende errado. A constração da paternidade é um processo que também cabe a mãe.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CONTOS DE FADAS

A literatura, em suas diferentes formas é capaz de transmitir e despertar emoções nas crianças e também em adultos, porque entre um conto e outro este nos passa algum valor a ser seguido de maneira sutil, como; amor, bondade solidariedade, esperança, amizade, promovendo uma maior aproximação entre pais e filhos.
Os contos de fadas podem servir de mediadores na formação de valores nas crianças, conservando neles até a fase adulta, o sonho de manter acesa a chama colorida da infância.
O interesse pela fantasia começa muito cedo, não há infância sem fantasia, e a fantasia se nutre da ficção, daí não haver infância sem ficção.
No seu livro, A Psicanálise dos Contos de Fadas, Bruno Bettelheim relata e explica através dos contos o impacto psicológico de situações em acontecimentos onde envolvam a criança mostrando a visão infantil a cerca de determinados assuntos.
Contos de fadas não necessitam ter fadas, mas precisam ter algo de extraordinário, encantador. Os contos tem em comum com os mitos o fato de não terem propriamente sentido, são estruturas que permitem gerar sentidos, daí qie toda interpretação será parcial.
O que fica de importante num conto para a criança é o que ele faz reverberar em sua subjetividae, aliado ao fato de como chegou até ela. Os contos de fadas consagram e contemplam uma forma arcaica e tradicional de sociedade. Um dos aspectos da magia presentes nos contos de fadas é a forma que os leitores encontraram de liberar os contos de seu próprio discurso.
O conto não é um objeto imóvel, ele é (re)apropriado de várias maneiras, não é repetido ao infinito da mesma forma.
Embora as crianças continuem usando contos tradicionais para apoiar e elaborar seus conflitos íntimos, essas histórias não são as únicas que elas sabem de cor. Muitas histórias novas têm cativado as crianças. A modernidade apresenta questões diferentes das que envolviam nossos antepassados.