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quinta-feira, 7 de abril de 2011

O PAPEL DO PROFESSOR

No âmbito escolar, em especial na sala de aula, fica evidente o papel do professor, ainda mais se este problema envolver seus alunos e seu desempenho escolar.
O bullying está presente na maioria das salas de aula e casos de agressões físicas, ocorrem nas salas de aula, muitas vezes na presença do professor.

Mas porque essas agressões ocorreram na presença do professor? O professor simplesmente não interferiu ou sua atitude perante a sala não bastou para que os alunos entendessem que o respeito deve haver em um ambiente escolar.

O professor que critica constantemente o seu aluno, o compara com outros, o ignora, está expondo esse aluno a ser mais uma das vítimas do bullying e de certa forma está agindo com desrespeito ao espaço pedagógico.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fita Branca - Uma História de Crianças Alemães

Fita branca foi o filme vencedor da Palma de Ouro e o prêmio da crítica  no Festival de Cannes 2009. Trata dos antecedentes históricos e culturais da formação da mentalidade e da prática que representou a maior tragédia do século XX.

A história é narrada pelo professor de uma cidadezinha. O enredo conta estranhos eventos, às vésperas da Primeira Guerra Mundial, que perturbam a calma de uma pequena cidade na Alemanha.

Uma corda é colocada como armadilha para derrubar o cavalo do médico, um celeiro é incendiado, duas crianças são sequestradas e torturadas. Gradualmente, estes incidentes isolados tomam a forma de um sinistro ritual de punição, deixando a cidade em pânico.
O professor do coro de crianças e jovens da escola local investiga os acontecimentos para encontrar o responsável, e aos poucos desvela a perturbadora verdade.


A forma como se dá a produção do modo totalitário de existir, pautado essencialmente no desrespeito à vida do outro humano, destrutividade que implica em desconhecer absolutamente a hospitalidade e a diferença.

As crianças e mulheres do local são sempre severamente punidas pela menor infração. A tal fita branca é usada para mostrar que os menores cometeram erros e que agora estão dispostos a serem bons.

Três cenas do filme A Fita Branca que mostram um pouco o tipo de relação estabelecida entre  homens e mulheres no filme.
a esposa do pastor
amante do médico viúvo
a baronesa

quarta-feira, 9 de março de 2011

Etiquetas Psiquiátricas de Transtornos Inventados

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os Bebês e a Brincadeira

Brincar de esconder e achar, além de divertido, é lúdico e estimula o desenvolvimento cognitivo da criança. “Até os 6 meses, quando tiramos um objeto da frente dela é como se o mesmo deixasse de existir. Depois dessa idade, a criança já sabe que o objeto está lá e vai procurar quando você esconder”, explica Fernando Lamano Ferreira, pediatra da Maternidade Pro Matre Paulista (SP). O conceito de permanência do objeto é reforçado quando os pais se escondem ou escondem algo e incentivam o filho a procurar e achar. Entre 6 e 18 meses, a criança está num período de descobertas, e isso atiça a curiosidade. A brincadeira também aproxima a família e estimula a autoconfiança e o vínculo entre pais e filhos. Experimente se esconder atrás das pernas do bebê enquanto troca suas fraldas: ele vai adorar! E ainda vai aprender brincando com você.


Ao nascer, o bebê não percebe que ele e a mãe são pessoas diferentes., ou seja, ele entende a mãe como uma extensão de seu corpo. O bebê também não tem ideia de que as coisas permanecem no lugar quando ele não consegue vê-las.

Por volta dos 7 meses essas noções começam a mudar, dando inicio o processo de individualização. “Nessa fase é comum a criança rejeitar o colo de outros ou pensar que a mãe deixou de existir se ela sai do seu campo de visão”. Essa “separação” deixa os bebês aflitos e inseguros, com medo de serem abandonados, um desenvolvimento psíquico que só se completará por volta dos 3 anos, coincidindo com a entrada na escola e o início da relação com os amigos.

Quem nunca foi zoado ou zoou alguém na escola?

Risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos como “bola”, “rolha de poço”, “quatro-olhos”. Todo mundo já testemunhou uma dessas “brincadeirinhas” ou foi vítima delas. Mas esse comportamento, considerado normal por muitos pais, alunos e até professores, está longe de ser inocente. Tal comportamento é tão comum entre crianças e adolescentes que recebe até um nome especial: bullying. Termo em inglês utilizado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Ao pé da letra, seria algo como intimidação. Resumindo, quem sofre com o bullying é aquele aluno perseguido, humilhado, intimidado.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Relações de Produção e de Consumo permeando as Interações Sociais.

A contemporaneidade tem-se caracterizado pelas relações de produção e de consumo permeando as interações sociais. Crianças, adolescentes e adultos alteram suas relações intersubjetivas a partir das influências que a mídia e a cultura do consumo exercem sobre todos nós.

O tempo em comum entre pais e filhos é cada vez mais insuficiente: as famílias trabalham cada dia mais para o acréscimo do poder aquisitivo (e, portanto do consumo), e a mulher tem um aporte crescente na fatia produtiva da população, ficando muito tempo fora de casa. Pais chegam tarde a casa, crianças atarefadas, refeições solitárias ou feitas fora do lar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CISNE NEGRO

A mãe horrorosa, a rival malvada, o mestre cruel.



Cisne Negro é um suspense psicológico sobre uma bailarina que enlouquece com a busca da perfeição. Um drama dark, que não fica muito distante do clima de horror. A dança é pano de fundo para o despertar da loucura de uma mulher acuada pela insegurança.  Na trama Natalie Portman interpreta Nina, dedicada integrante de uma companhia de balé de Nova York. Sua rotina se resume aos ensaios e à convivência sufocante com a mãe, Erica (Barbara Hershey, assustadora), uma ex-bailarina. Obsessiva, Nina sofre com a pressão do diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) e com a extenuante rotina dos ensaios. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como tornar a primeira semana de aula mais prazerosa para as crianças?

Ações básicas para auxiliar na reorganização da rotina familiar.

Despertar as crianças mais cedo, assim poderam se adequar à rotina escolar. Ser um pouco mais rígido, quando preciso. O foco é readaptá-los às atividades diárias e a criança necessita ter certeza de que suas férias terminaram.






terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Filmes de Babás

As babás sempre existiram como a 'terceirização' da maternidade, para se livrarem da desagradável tarefa de criar os próprios filhos.

Hoje, a classe média teve que recorrer as profissionais, para que as mulheres pudessem sair de casa e ganhar sua parte do sustento do lar.

O cinema tem inúmeros exemplos de babás, boas ou más, que nos cativaram. Esta é uma lista com algumas delas.
Os Inocentes


Corina, Corina



Nanny McPhee


May Poppins

Paris Eu te Amo

Rebecca

Filhos – de 2 a 10 anos de idade

As dúvidas mais frequentes das mães e dos pais estão respondidas nesta recente publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria - Filhos – de 2 a 10 anos de idade. A obra dá sequência a Filhos – da gravidez aos 2 anos de idade.
O livro acalma as famílias, uma vez que além dos assuntos tradicionais, como o calendário de vacinas recomendadas para cada idade, aborda temas como saúde ambiental, comportamento, bullying, lazer, brincadeiras e brinquedos mais indicados para cada faixa etária e destina parte do texto à s crianças portadoras de necessidades especiais, informando sobre sua inclusão social – “que começa na família” – e os principais cuidados necessários. Responde questões da vida moderna, como: “Devo controlar o uso da televisão?” e “Como lidar com o uso do computador e de jogos eletrônicos?”. Orienta sobre legislação, traz “alertas de segurança”, curiosidades e indicação de bibliografia complementar, que inclui outros livros e sites confiáveis.
clique aqui

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Psicanálise na Terra do Nunca

A revista Crescer traz um Teste interessante baseado no livro Psicanálise na Terra do Nunca do casal Corso. A idéia é super criativa, através de algumas perguntas, que nos fazem refletir sobre o convívio familiar, pode-se ver com qual família da TV a gente se parece. Eu já fiz o meu teste...
Link do teste:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI203068-17759,00-A+SUA+VIDA+NA+TV.html

Diana e Mário Corso são graduados em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se conheceram. Eles são especialistas no campo da psicanálise infantil e de adolescentes. Sua obra anterior, Fadas no Divã, dedicava-se à análise dos contos para crianças, no mesmo estilo do célebre psicólogo austríaco Bruno Bettelhelm.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DE OLHO NOS FILHOS NA WEB

Publica em 04/08/2010
às 7:00 \ Dicas, Segurança

"No computador

Os perigos da web justificam a intromissão dos pais na vida digital dos jovens. Para ajudar no monitoramento, programas e sistemas operacionais – como o Windows – oferecem recursos e serviços que podem facilitar o seu trabalho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A Balada de Narayama

A Balada de Narayama, Japão, 1983, 128 min.
2003, 95 min.
Fim do século XIX, em meio à pobreza e miséria que causavam guerras e emigração para terras estrangeiras, em algumas regiões do Japão, numa luta dura pela sobrevivência, instituiu-se uma tradição amarga: ao completar 70 anos de idade, os moradores dos humildes vilarejos devem subir ao topo da montanha local, uma região sagrada e, como elefantes velhos, devem esperar pela hora da própria morte, sozinhos.
Em A Balada de Narayama o olhar mais "natural" para a morte humana aparece entre os habitantes da pequena aldeia. Apesar da maioria dos personagens parecer encarar a morte com tranqüilidade, e até alívio já que a região é marcada pela escassez de alimento, e cada boca a mais torna-se um peso, o filme mostra também o sofrimento do filho da velha Orin em aceitar a tradição. O próprio marido de Orin desaparecera quando sua mãe estava com 69 anos, próximo ao momento de ser levada a Narayama. A personagem diz ao filho que "regras são regras, e o sentimento tem que ser deixado de lado" para que ele cumpra a tradição na qual o tempo cultural se sobrepõe ao tempo biológico. Afinal, Orin, uma senhora ativa, trabalhadora, com seus trinta e três dentes, apresentava uma vitalidade invejável.

Processo psicológico do assédio moral no trabalho

Hoje o trabalho é fonte de profunda angústia para muitas pessoas. Esse sofrimento é trazido diariamente aos consultórios. O assédio moral difere de outros tipos de conflito porque é caracterizado por ações antiéticas. Pode ser multilateral, vertical, horizontal ou ascendente.
Por meio de diversas humilhações, a vítima é engendrada num processo de desestabilização que a priva de sua própria personalidade, ao mesmo tempo em que a isola de outras pessoas que possam lhe ajudar a refletir.
Já com a vítima dilacerada, um verdadeiro “ritual” pontuado de estratégias de violências e de agressões aplicados em doses impactantes. A trama comporta um inegável elemento destrutivo uma vez que a vítima não tem mais resistência para reagir e o agressor usa e abusa dos seus poderes para manipular o indivíduo.
O assédio moral repercute na família, com separações conjugais, abuso de drogas, lícitas ou ilícitas, dentre outras.
A família pode oferecer o apoio para aquele que sofre. A empresa deve combater as formas de discriminação, assédio moral e sexual e propagar o respeito à dignidade e à cidadania, mas a pessoa deve procurar ajuda especializada.
A psicoterapia é um espaço favorável para elaboração de questões emocionais, um lugar/tempo/modo privilegiado de estabelecer diálogos construtivos e abrir novos canais de comunicação.

Cláudia M. Martins
Psicóloga

Serviço:
Atendimento Psicológico – Tijuca, Metrô São Francisco Xavier, Rio de Janeiro
Tel: 9259-1729
Email: clamedmar@gmail.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Ensinem os filhos a falhar"

Nos últimos trinta anos, o modelo tradicional de família passou por alterações importantes, especialmente no mundo ocidental. A ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem ruindo progressivamente, no ritmo das transformações sociais. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun,em entrevista à revista Veja de 09/12/09, após participar do 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito. Link abaixo:

http://veja.abril.com.br/091209/ensinem-filhos-falhar-p-021.shtml

Alguns trechos:
Até pouco tempo atrás, a sociedade era hierarquizada, de forma que havia sempre um único lugar de destaque. Ele podia ser ocupado por Deus, ou pelo papa, ou pelo pai, ou pelo chefe. Isso foi se desfazendo progressivamente, e o processo se acentuou nos últimos trinta anos. Hoje a organização social não está mais constituída como pirâmide, mas como rede. E na rede não existe mais esse lugar diferente, que era reconhecido espontaneamente como tal e que conferia autoridade aos pais. As dificuldades para impor limites se acentuaram, causando grande apreensão nas pessoas quanto ao futuro de seus filhos.
É preciso ensiná-los a falhar. Uma coisa certa na vida é que as crianças vão falhar, não há como ser diferente. Hoje os filhos se tornaram um indicador do sucesso dos pais. Isso é perigoso, porque cada um tem a sua vida. Não é justo que, além de carregarem o peso das próprias dificuldades, os filhos também tenham de suportar a angústia de falhar em relação à expectativa depositada neles.
O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. De incutir-lhes a verdadeira condição humana. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha.