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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Viagens de Gulliver
Contextualização Histórica
Na época em que a obra foi escrita, Viagem de Gulliver, o Reino Unido da Grã-Bretanha era formado pela Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda.
Os Irlandeses não eram tratados como os demais integrantes, pois sua população era de origem celta e sua religião era católica. Embora tivessem o direito de votar, por serem católicos não podiam ter cargos públicos. A população vivia na mais sórdida miséria. Em 1666 foi vedada a exportação de gado para o reino e começou a criação de carneiro, sendo que o comércio entre as duas ilhas caiu consideravelmente. Como se não bastasse, em 1699, uma outra lei decretada pela Inglaterra proibia a exportação para outros mercados do mundo, tudo sob uma política escravizadora, fazendo com que milhares de fabricantes abandonassem o país, enquanto a Coroa Inglesa devorava a Irlanda.
Em 1694, o novo regime, do qual John Locke foi teórico “Ensaio sobre o Governo Civil -1690″, foi confirmado pelo Ato do Estabelecimento, que assegurava a sucessão de Guilherme III, à sua cunhada Rainha Ana. As idéias dos filósofos iluministas começam a ser difundidas na Inglaterra e eram: Separação dos Três poderes, a liberdade de comércio e o direito de propriedade; acreditavam na razão humana como a forma autêntica para a compreensão da sociedade, sendo ela a fonte de todo o conhecimento.
Havia dois grupos políticos:
1- Tories é o nome do grupo que deu origem ao Partido Conservador.
2- Whigs formavam o grupo que originou o Partido Liberal.
Os Tories defendiam as prerrogativas do Rei e os privilégios da Igreja Anglicana e o suporte dos Whigs vinha dos setores da aristocracia e comerciantes de Londres, estes advogando uma política de maior tolerância com católicos e não-conformistas (presbiterianos).
Ideologia
Em “Viagens de Gulliver”, Swift procura mostrar, através da sátira, a vida política e social da Inglaterra no século XVII. Embora a intenção alegórica mais direta e pessoal esteja relacionada com a política britânica, sua sátira visa especialmente à humanidade.
Torna-se evidente a valorização dos padrões civilizados da época: mentalidade burguesa que se consolidaria logo mais no século XIX com o Romantismo.
O Humanismo Iluminista está evidente, desde o início, na ênfase dada por Swift à cultura, ao saber. No entanto, o elemento mais valioso que se encontra em “Viagens de Gulliver” é a visão da humanidade de vários pontos de vista:
• O primeiro é de um rei com superioridade física que vê a humanidade ridiculamente pequena. Swift encontra aqui a possibilidade de exercer a implacável tirania de seu espírito sobre os homens, mostrando sua própria superioridade;
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A Psicanálise na Terra do Nunca
A revista Crescer traz um Teste interessante baseado no livro Psicanálise na Terra do Nunca do casal Corso. A idéia é super criativa, através de algumas perguntas, que nos fazem refletir sobre o convívio familiar, pode-se ver com qual família da TV a gente se parece. Eu já fiz o meu teste...
Link do teste:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI203068-17759,00-A+SUA+VIDA+NA+TV.html
Diana e Mário Corso são graduados em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se conheceram. Eles são especialistas no campo da psicanálise infantil e de adolescentes. Sua obra anterior, Fadas no Divã, dedicava-se à análise dos contos para crianças, no mesmo estilo do célebre psicólogo austríaco Bruno Bettelhelm.
Link do teste:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI203068-17759,00-A+SUA+VIDA+NA+TV.html
Diana e Mário Corso são graduados em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se conheceram. Eles são especialistas no campo da psicanálise infantil e de adolescentes. Sua obra anterior, Fadas no Divã, dedicava-se à análise dos contos para crianças, no mesmo estilo do célebre psicólogo austríaco Bruno Bettelhelm.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Viagens De Gulliver
Autor: SWIFT, JONATHAN
O livro conta a história de Lemuel Gulliver, um médico aventureiro que abandonou sua família, na Inglaterra, para desbravar novas terras, que depois de naufrágios e tormentas, acaba aportando em terras muito estranhas. Ele vai a Lilipute, onde as pessoas não medem mais de 15 centímetros; depois chega a Brobdingnag, onde as pessoas têm a altura de torres de igreja; e vai ainda ao País dos Houyhnhnms, onde os habitantes mais importantes são cavalos, não homens.
Ao contrário do que as pessoas imaginam, Lemuel Gulliver não viajou apenas para a terra dos pequenos, Liliput (onde há a famosa banzé com o povo de Blefuscu sobre qual é o lado mais fácil de quebrar um ovo), além de ser o lugar onde Gulliver torna-se o bombeiro mais não convecional do mundo. Tampouco viajou somente para a terra dos gigantes (Brobdingnag). Ele visitou diversos outros lugares imaginários ainda mais interessantes.
O livro conta a história de Lemuel Gulliver, um médico aventureiro que abandonou sua família, na Inglaterra, para desbravar novas terras, que depois de naufrágios e tormentas, acaba aportando em terras muito estranhas. Ele vai a Lilipute, onde as pessoas não medem mais de 15 centímetros; depois chega a Brobdingnag, onde as pessoas têm a altura de torres de igreja; e vai ainda ao País dos Houyhnhnms, onde os habitantes mais importantes são cavalos, não homens.
Ao contrário do que as pessoas imaginam, Lemuel Gulliver não viajou apenas para a terra dos pequenos, Liliput (onde há a famosa banzé com o povo de Blefuscu sobre qual é o lado mais fácil de quebrar um ovo), além de ser o lugar onde Gulliver torna-se o bombeiro mais não convecional do mundo. Tampouco viajou somente para a terra dos gigantes (Brobdingnag). Ele visitou diversos outros lugares imaginários ainda mais interessantes.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Crime E Castigo

(Fiódor Dostoiésvsky)
Crime e Castigo, do russo Fiódor Mikháilovitch Dostoiésvski, foi publicado pela primeira vez em 1866 e foi o primeiro romance do autor traduzido para línguas da Europa Ocidental.
O livro relata a angústia e o sofrimento vividos por Ródion Románovitch Raskólnikov, um jovem estudante de direito que se vê marginalizado pela falta de dinheiro. Após ter cometido o assassinato de duas mulheres: Alena Ivánovna, uma velha usurária, a quem Raskólnikov empenhava alguns objetos para obter dinheiro para sua sobrevivência e Isabel Ivánovna, irmã da usurária, também assassinada, por estar no lugar e hora erradas.
A história, que se faz interessante já pela originalidade seu enredo central, é uma das obras mais importantes da literatura mundial por ser um verdadeiro ensaio psicológico das personagens, uma qualidade ímpar dos escritores russos.
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Germinal: Exploração, Consciência e Luta

Waldemberg Oliveira de Lima
"O operário não podia agüentar mais; a revolução só serviria para agravar-lhe as misérias; a partir de 89 os burgueses é que se enchiam, e tão forazmente que nem deixavam o resto no fundo do prato para o trabalhador lamber. Quem poderia demonstrar que os trabalhadores tinham tido um quinhão razoável no extraordinário aumento da riqueza e bem-estar dos últimos cem anos? Zombaram deles ao declará-los livres. Livres para morrerem de fome, isso sim, e do que, aliás, não se privavam. Não dava pão a ninguém a votar em malandros que, eleitos, só queriam locupletar-se, pensando tanto nos miseráveis como nos seus borzeguins acalcanhados. Era preciso terminar com isso, de uma maneira ou de outra (…). Se isso não fosse feito agora, pela atual geração, seus filhos, com certeza, o fariam, já que o século não podia terminar sem outra revolução, desta vez a dos operários, uma revolução devastadora que varreria a sociedade de alto a baixo para reconstruí-la a seguir mais decente e justa".[2]
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SOBRE A FLIP

Festa Literária Internacional de Paraty 2011,de 6 de julho, quarta-feira até domingo, 10 de julho
A 9ª edição da Festa Literária presta homenagem a um dos expoentes do modernismo no país; Oswald de Andrade
A escolha de Oswald de Andrade deflagra as comemorações dos 90 anos da Semana de 22 (em fevereiro de 2012). Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de pensar no legado do escritor para além do modernismo (o teatro, as formulações de caráter filosófico-antropológico) e de rever criticamente a própria Semana de Arte Moderna (tarefa a que vêm se dedicando vários estudiosos; destaco aqui a obra de Antonio Arnoni Prado, "Itinerário de uma Falsa Vanguarda", da Editora 34).
Por aí se tem uma ideia de como Oswald abre um grande domínio de discussões, de temas para debate. Nas próximas semanas, vamos definir os nomes de alguns convidados para abordar essas questões, mas já dá para adiantar algumas bases bem objetivas: com o anúncio do homenageado, Sandra Espilotro - a diretora editorial da Globo Livros - disse que pretende rever o cronograma de lançamento dos próximos títulos das obras completas de Oswald de Andrade, para que coincidam com a Flip.
A intenção da Sandra é lançar três livros: além de "Estética e Política", que já estava programado, "A Alegria é a Prova dos Nove" (uma antologia de frases de Oswald organizada pelo romancista Luiz Ruffato) e "A Utopia Antropofágica". Ou seja, nada menos do que um livro que pode ser considerado inédito, permitindo ver Oswald como autor de aforismos, e o volume que reúne ensaios que dão desdobramento ao "Manifesto Antropófago", principalmente a tese "A crise da filosofia messiânica" - um texto pouco estudado, mas que revela o pensador que foi Oswald de Andrade.
Esses três lançamentos podem ser pontos de partida para uma outra maneira de ler o autor de "Pau-Brasil" durante a Flip de 2011.
http://www.flip.org.br/blog.php
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Livros de Donna Leon

Veja os sites:
http://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01266
Donna Leon nasceu em New Jersey, em 1942. Depois de uma temporada de estudos em Perúgia e Siena, em 1981 radicou-se na Itália. É professora de literatura inglesa e norte-americana na extensão da Universidade de Maryland em Veneza.
Seus livros não são publicados na Itália. Ela escreve em inglês.
http://www.groveatlantic.com/leon/leon.htm
Livros ja traduzidos para o português.
Lista de livros:
ENQUANTO ELES DORMIAM (2010)
ACQUA ALTA (2009) - Autor
MORTE E JULGAMENTO (2008)
VESTIDO PARA MORRER (2006)
MORTE EM TERRA ESTRANGEIRA (2004)
MORTE NO TEATRO LA FENICE (2000)
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literatura
Filmes baseados em livros
http://www.lendo.org/52-filmes-para-amantes-da-literatura-estrangeira/
esforços dos diretores em recriar os conflitos, dilemas e fantasias daquele livro que tanto amamos.
Lista de 52 filmes, todos derivados de alguma obra da literatura estrangeira. esforços de diretores em recriar os conflitos, dilemas e fantasias de livro que marcaram época:
1. A Bela da Tarde (da obra do francês Joseph Kessel)
2. A Corrente do Bem (baseado na obra de Catherine Ryan Hyde)
3. A Dama das Camélias (da obra de Alexandre Dumas Filho)
4. A Flor do meu Segredo (de Pedro Almodóvar)
5. A Gaiola das Loucas (da peça de Jean Poiret)
6. A Rainha Margot (inspirado na obra de Alexandre Dumas)
7. A Revolução dos Bichos (baseado na obra de George Orwell)
8. Adeus às Armas (da obra clássica de Ernest Hemingway)
9. Agonia e Êxtase (da obra de Irving Stone)
10. Amor & Cia (do livro de Eça de Queirós, Alves e Cia.)
11. Bonequinha de Luxo (do conto de Truman Capote)
12. Crime e Castigo (da obra de Féodor Dostoiévski)
13. De Salto Alto (por Pedro Almodóvar)
14. Em Nome de Deus (da romance homônimo de Marion Meade)
15. Excalibur (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)
16. Fausto (adaptação da obra de Göethe)
17. Fernão Capelo Gaivota (baseado no best-seller de Richard Bach)
18. Germinal (da obra de Emile Zola)
19. Hamlet (da peça de William Shakespeare)
20. Henrique V (baseado na peça de William Shakespeare; inspirada na vida do rei inglês)
21. Horizonte Perdido (da obra de James Hilton)
22. Júlio César (a produção aclamada de William Shakespeare)
23. Macbeth (baseado na peça de William Shakespeare)
24. Madame Bovary (da obra de Gustave Flaubert)
25. Meninos do Brasil (inspirado no romance homônimo de Ira Levin)
26. Nina (versão brasileira da obra “Crime e Castigo” de Dostoiévski)
27. O Caçador de Pipas (do best seller de Khaled Hosseini)
28. O Carteiro e o Poeta (do livro homônimo de Antonio Skármeta)
29. O Código da Vinci (do best seller de Dan Brown)
30. O Corcunda de Notre Dame (inspirado na obra “Notre Dame em Paris”, de Victor Hugo)
31. O Crime do Padre Amaro (da obra homônima de Eça de Queirós)
32. O Diário de Anne Frank (por ela mesma. Relatos dramáticos da II Guerra Mundial)
33. O Ditador (baseado no romance “A Festa do Bode”, de Mário Vargas Llosa)
34. O Idiota (baseado no conto de Dostoiévski)
35. O Iluminado (baseado na obra de Sthepen King)
36. O Inferno de Dante
37. O Médico e o Monstro (da obra de Robert Louis Stevenson)
38. O Nome da Rosa (baseado na obra de Umberto Eco)
39. O Pequeno Príncipe (inspirado no livro de Saint Exuperry)
40. O Primo Basílio (da obra de Eça de Queirós)
41. O Velho e o Mar (do livro homônimo de Ernest Hemingway)
42. Oliver Twist (baseado no livro homônimo de Charles Dickens)
43. Os Cavaleiros da Távola Redonda (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)
44. Os Miseráveis (do livro de Victor Hugo)
45. Os Três Mosqueteiros (do clássico de Alexandre Dumas)
46. Papillon (da obra de Henri Charriere)
47. Robinson Crusoé (da obra de Daniel Defoe)
48. Romeu e Julieta (adaptação da peça de Willian Shakespeare)
49. Shakespeare Apaixonado (baseado no clássico “Romeu e Julieta”)
50. Sonhos (baseado no livro de Akira Kurosawa)
51. Tempo de Despertar (baseado no livro autobiográfico de Oliver Sacks)
52. Tristão e Isolda (da obra de Joseph Bédier)
esforços dos diretores em recriar os conflitos, dilemas e fantasias daquele livro que tanto amamos.
Lista de 52 filmes, todos derivados de alguma obra da literatura estrangeira. esforços de diretores em recriar os conflitos, dilemas e fantasias de livro que marcaram época:
1. A Bela da Tarde (da obra do francês Joseph Kessel)
2. A Corrente do Bem (baseado na obra de Catherine Ryan Hyde)
3. A Dama das Camélias (da obra de Alexandre Dumas Filho)
4. A Flor do meu Segredo (de Pedro Almodóvar)
5. A Gaiola das Loucas (da peça de Jean Poiret)
6. A Rainha Margot (inspirado na obra de Alexandre Dumas)
7. A Revolução dos Bichos (baseado na obra de George Orwell)
8. Adeus às Armas (da obra clássica de Ernest Hemingway)
9. Agonia e Êxtase (da obra de Irving Stone)
10. Amor & Cia (do livro de Eça de Queirós, Alves e Cia.)
11. Bonequinha de Luxo (do conto de Truman Capote)
12. Crime e Castigo (da obra de Féodor Dostoiévski)
13. De Salto Alto (por Pedro Almodóvar)
14. Em Nome de Deus (da romance homônimo de Marion Meade)
15. Excalibur (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)
16. Fausto (adaptação da obra de Göethe)
17. Fernão Capelo Gaivota (baseado no best-seller de Richard Bach)
18. Germinal (da obra de Emile Zola)
19. Hamlet (da peça de William Shakespeare)
20. Henrique V (baseado na peça de William Shakespeare; inspirada na vida do rei inglês)
21. Horizonte Perdido (da obra de James Hilton)
22. Júlio César (a produção aclamada de William Shakespeare)
23. Macbeth (baseado na peça de William Shakespeare)
24. Madame Bovary (da obra de Gustave Flaubert)
25. Meninos do Brasil (inspirado no romance homônimo de Ira Levin)
26. Nina (versão brasileira da obra “Crime e Castigo” de Dostoiévski)
27. O Caçador de Pipas (do best seller de Khaled Hosseini)
28. O Carteiro e o Poeta (do livro homônimo de Antonio Skármeta)
29. O Código da Vinci (do best seller de Dan Brown)
30. O Corcunda de Notre Dame (inspirado na obra “Notre Dame em Paris”, de Victor Hugo)
31. O Crime do Padre Amaro (da obra homônima de Eça de Queirós)
32. O Diário de Anne Frank (por ela mesma. Relatos dramáticos da II Guerra Mundial)
33. O Ditador (baseado no romance “A Festa do Bode”, de Mário Vargas Llosa)
34. O Idiota (baseado no conto de Dostoiévski)
35. O Iluminado (baseado na obra de Sthepen King)
36. O Inferno de Dante
37. O Médico e o Monstro (da obra de Robert Louis Stevenson)
38. O Nome da Rosa (baseado na obra de Umberto Eco)
39. O Pequeno Príncipe (inspirado no livro de Saint Exuperry)
40. O Primo Basílio (da obra de Eça de Queirós)
41. O Velho e o Mar (do livro homônimo de Ernest Hemingway)
42. Oliver Twist (baseado no livro homônimo de Charles Dickens)
43. Os Cavaleiros da Távola Redonda (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)
44. Os Miseráveis (do livro de Victor Hugo)
45. Os Três Mosqueteiros (do clássico de Alexandre Dumas)
46. Papillon (da obra de Henri Charriere)
47. Robinson Crusoé (da obra de Daniel Defoe)
48. Romeu e Julieta (adaptação da peça de Willian Shakespeare)
49. Shakespeare Apaixonado (baseado no clássico “Romeu e Julieta”)
50. Sonhos (baseado no livro de Akira Kurosawa)
51. Tempo de Despertar (baseado no livro autobiográfico de Oliver Sacks)
52. Tristão e Isolda (da obra de Joseph Bédier)
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Sobre o "Medo Liquido" de Bauman

Zygmunt Bauman utiliza o termo “líquido” para nomear questões da atualidade. No livro “Medo Liquido” Bauman, trabalha com esta idéia de liquidez, pois a imagem de um medo que escorre e penetra em pequenos espaços parece ser cada vez mais presente na sociedade contemporânea.
Para Bauman, em uma sociedade “sólida”, as instituições são estáveis e o indivíduo pode se apoiar nelas. Em uma sociedade líquida, os laços sociais são fluidos, incertos, as posições sociais são inseguras e a perda de referências estariam gerando medos difusos, confusos, flutuantes, principalmente pela dificuldade de estabelecimento de estratégias a longo prazo.
Bauman descreve três tipos básicos de perigos dos quais derivariam todos os medos.
O primeiro seria os perigos que ameaçam o corpo e as propriedades, um segundo tipo, mais geral, ameaça a durabilidade da ordem social, como, por exemplo, o emprego, a segurança, por fim, os perigos que ameaçam o lugar da pessoa no mundo, sua posição social, sua identidade, ou seja, o medo da exclusão.
Detalhando esses tipos de medo, ele aborda o pavor da morte ou o “medo original”, o medo do mal, o horror do inadministrável e o terror global.
O medo da morte é visto por Bauman como um medo inato, endêmico, do qual não se pode fugir. Esse medo seria, provavelmente, o preço cobrado pela nossa humanidade. Ser humano é tomar consciência da morte, de sua inevitabilidade e da “apavorante tarefa de sobreviver à aquisição desse conhecimento” (p. 45).
O medo e o mal são inseparáveis como irmãos siameses e talvez até mesmo dois nomes de uma só experiência. Explorando a questão “o que é o mal?”, o autor faz a distinção entre os males naturais (como terremotos, inundações e outros desastres) e os males morais; os primeiros aleatórios e imprevisíveis e os segundos marcados pela intencionalidade ou premeditação, sendo estes representados na atualidade pelas diversas formas de extermínio praticadas principalmente no século XX e pelo terrorismo onipresente no século XXI.
Bauman detalha o “horror do inadministrável”, provocado principalmente pelo potencial de autodestruição alcançado pela sociedade, potencial este presente principalmente nas armas desenvolvidas e acumuladas desde a guerra fria e que já seriam suficientes para exterminar a humanidade, e elas não são as únicas a nos ameaçarem cotidianamente, pois hoje somos também responsáveis pelos males tidos como “naturais”, já que muitas das catástrofes naturais são devidas ao desequilíbrio gerado pela humanidade no processo de modernização e que, embora pareça ser um mal distribuído equitativamente e de modo aleatório, até o momento a realidade tem se encarregado de desmentir essa aparência, atingindo predominantemente a população pobre.
Do furacão Katrina, que dizimou prioritariamente os negros pobres de Nova Orleans, às enchentes e desmoronamentos em favelas do Brasil, vemos cada vez mais a confirmação desta tese.
Há ainda o medo do terror global, que atinge a todos por meio da globalização. Se globalização é inelutável e irreversível e tudo o que se passa em uma parte qualquer do mundo afeta a vida das pessoas no mundo inteiro, nenhum país, por mais vasto, soberano ou rico que seja, pode proteger totalmente a condição de vida, a segurança, a prosperidade, o modelo social ou a sobrevivência de seus habitantes. A globalização deixou de estar ligada somente ao capital financeiro, às comunicações e ao comércio e já se estende também à criminalidade, ao tráfico de drogas e ao terrorismo e, para provocar ainda mais medo, as forças de ação política efetivas são ainda incapazes de agir fora do âmbito local.
Bauman não acredita na possibilidade de buscar soluções locais para lutar contra os produtores globais do medo. Para ele, as saídas locais servirão sempre como paliativos, pois não estarão em condições de corrigir as conseqüências negativas da globalização.
As ferramentas para a solução dos males globais não existem, precisariam ser criadas e a segurança só voltará quando a humanidade recuperar o controle sobre as forças que definem nossa condição.
O sentimento de impotência persistirá porque “não parecemos mais estar no controle, seja sozinhos, em grupos ou coletivamente, dos assuntos de nossas comunidades, da mesma forma que não estamos no controle dos assuntos do planeta” (p. 167).
Para Bauman, pode-se tomar medidas locais para minimizar os impactos advindos do processo mundial, como, por exemplo, promover a cooperação, a amizade e a compreensão mútua entre os cidadãos, combatendo a xenofobia, o preconceito e as desigualdades, preservando recursos naturais, como a água potável, por exemplo, proteger as áreas essenciais para a vida, como a produção de alimentos e saúde, da invasão predatória e desigual das indústrias.
Concordo com Bauman ao dizer: “O único início promissor de uma terapia contra o medo crescente e, em última instância, incapacitante é compreendê-lo, até o seu âmago – pois a única forma promissora de continuar com ela exige que se encare a tarefa de cortar essas raízes” (p. 229).
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